terça-feira, julho 06, 2004

A palo seco

Se você vier me perguntar por onde andei
no tempo em que você sonhava,
de olhos abertos, lhe direi:
- Amigo, eu me desesperava.
Sei que, assim falando, pensas
que esse desespero é moda em 73.
Mas ando mesmo descontente.
Desesperadamente eu grito em português:

- Tenho vinte e cinco anos de sonho,
de sangue e de América do Sul.
Por força deste destino,
um tango argentino
me vai bem melhor que um blues.
Sei que, assim falando, pensas
que esse desespero é moda em 73.
E eu quero é que este canto torto,
feito faca, corte a carne de vocês.

(Belchior)


(Na minha cabeça há alguns dias, na versão Los Hermanos.)

Verdade

O Heitor anda pela cozinha pensando em sonhos. Eu fico na cama e pensava em verdade. Pensava em questões inúteis, como sempre. Pensava no quanto eu minto pra mim e será que sou só eu? Ou será que - como me disseram uma vez - eu percebo minhas mentiras enquanto a maioria nem pensa no assunto? Pensava na minha antiga obsessão com a verdade, em não mentir pros outros. Acho que quando você mente e quer parar de mentir, você deve começar por algum lugar. Você deve começar por onde é mais fácil. Você deve começar pelos outros.

Eu pensava no que eu quero. Em por que eu quero as coisas que quero. Não, não em por que eu quero. Em se sou realmente eu que quero, se não é uma invenção, se eu não quero porque meus amigos querem, porque é legal, mais fácil, pra evitar pensar demais, porque pensar cansa e por vezes dói. Por mais de uma vez me achei em uma bifucação do caminho onde eu poderia inventar uma paixão ou seguir com o que seria verdade. Com o que eu chamo de verdade porque foi por onde eu segui. Se tivesse ido pelo outro caminho, não seria também verdade?

Se eu acho que tudo é escolha. E eu disse tudo, vida, morte, roupa, gosto, sexo, amigos, amor, carreira, tesão, tudo. Se eu acho que tudo é escolha então qual a diferença entre escolher e escolher que outros escolham por você? Algum é mais humano, mais verdadeiro, mais real? Eu ando tendo pesadelos, eu escolho ter pesadelos. Eu escolho ter medo das coisas que tenho medo. Também escolho deixar de ter.

Porque eu acho - eu escolho achar - que eu sou eu inteira. Não sou só a minha parte consciente, sou tudo. Não só a parte que pensa "eu quero ir ao cinema" mas também a parte que pula com barulhos abruptos. Porque a questão é, quando te cortam e separam seu dedo. Qual das partes é você? E quando te cortam ao meio? E quando separam a parte que sonha da parte que fala e decide tomar mais uma cerveja? Qual é você? Quem é você?

quarta-feira, junho 30, 2004

Que dia é hoje?
Hoje é hoje, foi a resposta que me veio à cabeça. Estranho, né?

Hoje foi dia-de-falar-com-orientador. Dia bom, esse. Mais e mais trabalho.

Nossa, tô com uma tosse tão absurda que quando tusso, até eu me assusto.

E esse treco de orkut, hein? Acho que só eu ainda não entrei. Levanta a mão quem também nã entrou.

quarta-feira, junho 23, 2004

Dylan Dog - L'Indagatore dell'Incubo

Dylan Dog é uma revista em quadrinhos para adultos italiana. É a mais famosa e mais importante revista italiana. Arrisco dizer que também a melhor. O Dylan Dog do título é um detetive - o detetive do pesadelo. Como todo detetive que se preze, ele tem um ajudante. O ajudante no caso é Groucho. Sim, o Groucho dor irmãos Marx. Ah, outra coisa estranha é que a estória se passa em Londres, Dylan é inglês. Mas o que eu realmente queria falar era das mortes em Dylan Dog. Uma morte em especial, numa revista chamada Sinfonia Mortal. Não sei se já saiu no Brasil ou qual é o número no original. Mas a estória começa com uma morte que pra mim é a melhor que já vi em quadrinhos.

Um bando de pássaros voando na alvorada, no amanhecer. Gaivotas. Os pássaros encontram uma janela aberta numa casa e entram. Um homem está dormindo, de boca aberta. Um senhor de idade. Dormindo. Um a um os pássaros entram na boca do homem e somem dentro dele. Passa-se um tempo e as gaivotas saem. Saem carregando os órgãos internos do velho. Os pássaros ficam por algum tempo em suspenso sobre o homem, segurando nos bicos suas entranhas. E depois jogam tudo no chão e voam embora.

terça-feira, junho 15, 2004

Post propaganda só pra dizer que retomei o fotolog:

Como não tinha mais inspiração para as poesias para crianças estranhas - talvez um dia eu retome a proposta; ficaram ainda algumas idéias por trabalhar - resolvi desenhar monstros, que é uma coisa que sempre gostei. Sempre gostei de monstros e sempre desenhei monstros. A propósito, antes que algum esperto perceba, minha idéia não é nem um pouco original, vide Creatures in my head.

ps.: O fotolog é Eu e meus monstros.

sexta-feira, junho 11, 2004

Ciao Ciao Italia

Ela é quase tudo que sonhei
e eu sou quase aquilo que sempre evitei.
Falhei, sim falhei.

Quase um olhar, quase um carinho
que me deixou quase sozinho.

E quase que fiquei contente
e fui feliz pra sempre no dia em que eu
quase conquistei seu coração.

sexta-feira, junho 04, 2004

Ontem e coisas e tal

* Só que agora ontem é anteontem, ok? Então, anteontem fomos num bar aqui. (Aqui é Trieste.) Conhecemos uns italianos super-simpáticos e fomos nesse bar, que eles tinham ido outro dia e conheciam o dono. Foi bacana, mas lá pelas tantas me deu uma saudade... Saudade da Sabrina, do Alex, da aldeia, do Heitor, da Maldita, do Carnaval desse ano... Sei lá, nostalgia mesmo. Era isso que eu tinha a dizer sobre ontem-anteontem.

* Agora ontem-ontem aconteceu uma coisa mais legal. Teve uma palestra do Narasimhan. Era a terceira de uma série de quatro palestras sobre o uso de teoria geométrica dos invariantes no estudo dos pontos estáveis em esquemas de Hilbert, acho. Ou era em Jacobianas mesmo? Talvez fosse em Jacobianas... De todo modo, era o Narasimhan e eu fui assitir. Pena que perdi as outras duas. A anterior bem dava pra ter assistido. Mas tem umas notas, que eu vou tentar arrumar, e de repente eu assisto a próxima. A próxima não vai ser do Narasimhan, mas é continuação dessa. Mas enfim, esse tio, Narasimhan, é um indiano pequenininho e magrelinho, e é um dos 5 mais importantes da minha área. E eu assisti a essa palestra dele, numa sala pequenininha, com no máximo mais umas 10 pessoas, quase todos importantes. E eu entendi quase tudo. Tudo que ele fazia, mesmo não tendo pego do início, eu entendi e sabia mais ou menos porque ele estava fazendo. Muito legal mesmo. Me deu o maior ânimo pra estudar. Se bem que eu já tenho estado animada, já tenho estudado mesmo.

Enfim, foi isso. Eu assisti o Narasimhan falando. E esse foi o ponto alto dessas últimas duas semanas. :o)

* Ah sim, outra coisa: ontem no mercado eu vi um daqueles pratos feitos de salada com atum e me deu vontade de comer. Estranho, né?

* Ah sim, estou indo pra Roma. Algum recado pro Papa?

quinta-feira, junho 03, 2004

Tenho que ir

Eu ia escrever um post bonito sobre ontem e coisas, mas agora tenho que ir pra aula. A aula vai ser um saco e eu vou fazer força pra não dormir, mas vou assistir assim mesmo, porque o professor é simpático.

terça-feira, maio 25, 2004

Espíritos Ortodoxos

Ontem entrei numa igreja que, eu juro, é a igreja mais bonita que eu já vi. A que mais me impressionou. Eu já tinha passado por ela outra vez, e me impressionado porque é linda por fora. Com figuras bonitas e um domo azul. E textos em russo. Igreja ortodoxa russa. Mas não tinha entrado ainda, então fiz isso ontem. A igreja é em forma de cruz, um russo me disse que é o formato usual. E os bancos, os bancos não são enfileirados como nas igrejas católicas que eu conheço. Não, eles ficam encostados nas paredes, rodeando toda a igreja. Uma das paredes é reservada ao altar. Quando eu entrei, ouvi uma música em russo, mas como só vi um homem sentado num desses bancos, achei que era música gravada, algum cd de música de igreja. Mas não, e isso eu só vi muito depois, eram dois sacerdotes cantando. Eram os dois cantando, lendo do livro, de costas pro resto do mundo, como se estivessem cantando pra eles mesmos ou pra ninguém ou pra deus. Fiquei extremamente impressionada. Mesmo. Foi a experiência mais espiritual que já tive. Não pude ficar por lá muito tempo, pelo menos não tanto quanto gostaria. Por mim ficava até o final, até terminar o culto, a reza, o rito, a música, enfim, o que for que estivesse acontecendo ali. Preciso voltar lá e ver e ouvir aquilo de novo. Preciso encontrar uma igreja assim no Rio. Não digo que vou me converter ou mesmo que me interesse entender o que acontece ali, porque acho que o mais interessante pra mim é o mistério daquele rito estranho que me pareceu saído de uma época antiga e já morta e esquecida. Me pareceu estar olhando e tomando parte de algo tão maior e antigo que eu não poderia compreender mesmo que tentasse. Mesmo que quisesse. E eu não quero. Não quero explicações. Só quero ver e ouvir aquela mágica de novo.

sexta-feira, maio 14, 2004

Pular ou voar?

Hoje estou meio estranha. Não tô legal. Não sei porque, mas não tô legal. Então eu estava na janela da sala de café. Aqui no IMPA tem uma sala de
café. Então eu estava na janela da sala de café, olhando pra baixo, pra longe. Pensando em pular. Não em pular pra me matar, pra morrer, pra fugir do assunto chato ou pra chamar atenção. Não, nada disso. Pular só pra
pular, pra sentir o impacto do chão. pra ver onde eu ia cair. Pra cair e só. Porque o risco inerente ao pulo, à queda e que não existe no vôo. Esse risco é parte do motivo porque eu prefiro pular a voar. Preferia saber
pular. Pular que nem o Luigi do Super Mario 2. Saca? O Luigi pulava muito
legal. Ou um sapinho. Não pulei, claro. Eu não ia me machucar muito se
pulasse. Talvez um pouco. Não muito. Mas ia ser chato ter que explicar por que eu pulei. Explicar que não, não tinha nada a ver com eles. Ou talvez tivesse, mas não muito. Que pular é legal e eu pulei porque quis. Não que condene o suicídio. Não, pelo contrário. Acho ótimo que exista como possibilidade. Acho mesmo a idéia da morte reconfortante. Mesmo. O nunca mais é assustador, mas muito confortador
também. Mas estou saindo do assunto. O assunto é pulo. Um dia eu pulo.

quinta-feira, maio 13, 2004

Nada demais

Sei lá, me deu vontade de escrever. Mas eu não tenho nada pra dizer. Nada especial. Comprei um livro do Terry Pratchett. Espero que seja bom. Reli A Casa de Bonecas. É bom. Vou viajar de novo, acho que vai ser bom. Vai sim. Viajar é bom, lugares diferentes. É bom. Não tô muito animada, mas isso é só porque eu não tô muito animada. Comprei um pirulito. Fazia muito tempo que não comia pirulito. Pirulito não se come, se chupa. Ainda tem guarda-chuvinha lá em casa. De chocolate, marca Ki-Kakau. Muito bom. Curitiba foi bacana, foi sim. Gostei de conhecer Wander-Wildner. Pena que não vou estar no Rio 29 de maio, vai ter show dele. Foi na verdade o melhor show do festival. O melhor show enquanto show. Ainda tô mastigando o canudinho do pirulito. Saco. O Manta é muito fofo, já li o Shaman dessa semana. Esse ano. O tempo esse ano tá passando de forma tão estranha. E eu ainda não vi Elefante nem Kill Bill. Vi Bicicletas, muito bom. Tenho que ver Kill Bill, apesar da minha implicância com aquele rapaz. Não que eu tenha visto dele algo que não gostei, o que eu vi é bom. Mas a implicância continua. Alguns preconceitos a gente deve guardar. É bom, é sim. Tá, tô indo almoçar.

quarta-feira, maio 05, 2004

You're the One for me, fatty

Eu tenho um cd do Morrissey, fiquei um bom tempo sem ouvir e agora nem sei mais porque. Morrissey é muito bom. O título do post é a minha música favorita do disco, desde sempre. Mas as outras também são maravilhosas. Tem uma linda que fala "Come on to my house, come on and do something new. I know you love one person, so why can't you love two." Acho que conheci Morrissey pelo Fabio. Acho não, tenho certeza. Só nunca entendi porque antes de comprar cd dos Smiths, eu comprei do próprio Morrissey. Precisamente esse cd que estou ouvindo agora, que é o único que eu tenho dele. Acho que eu sei porque eu gosto do Morrissey e porque eu gosto dessas músicas mais especificamente. Acho que é porque elas não enrolam. Elas vão direto ao ponto. Ele diz o que quer dizer, não faz firula, não faz metáforas. Eu sei que metáforas são importantes e algumas são até bonitas, mas eu gosto disso de dizer o que se quer dizer. Por isso mesmo, acho, não gosto de poesia. Isso pode até significar que que eu sou pouco profunda, mas mesmo no rasinho se pode afogar.

domingo, abril 25, 2004

Meu fim de semana à la K

Tudo que eu fiz nesse fim-de-semana foi ler. Isso não é verdade, mas é uma aproximação bastante precisa. Eu fui ao cinema também. E eu lavei muitas máquinas de roupa. Mas tudo que eu fiz foi ler e ouvir música. Comecei na sexta-feira, com Lovecraft e Rolling Stones. Depois passei pro Apanhador no Campo de Centeio - que eu nunca tinha lido e gostei bastante, mais pelo estilo do autor que por uma possível identificação com o personagem principal - e muito jazz. E Morrissey, um pouquinho. Fui dormir tarde e acordei tarde. Sábado vi o Anti-herói americano. Muito bom, apesar duma hiena na platéia. Foi bacana porque o livro terminou na horinha certa de apagarem as luzes. Depois comprei mais dois livros. Um Shakespeare em inglês cheio de notas de rodapé e que eu acho estar acima da minha capacidade, mas foda-se. E um livro russo, que eu nunca tinha ouvido falar antes e que comprei pelo título e por como ele começa e estou lendo agora e o autor é super simpático. Tem um capítulo que ele começa a se justificar na escolha do seu herói, que é feio, baixinho, tem as pernas tortas e as orelhas vermelhas e além de tudo é meio burro. O autor é o máximo. Genial. Taí uma palavra que espero reincorporar ao meu vocabulário. Acho que é isso. O post não ficou nada parecido com o que eu tinha pensado, mas também, o que é?

ps.: Num sei se esse "a" do título devia ter acento, então botei assim mesmo...

quinta-feira, abril 22, 2004

Borges

Eu estava relendo o Livro de Areia, quando me deparei com aquele conto "There are more things" (Já leu, Heitor?) que ele dedica ao H. P. Lovecraft. Eu já achei legal isso, porque dessa vez reconheci a criatura. Daí hoje de manhã que eu fui me dar conta do quanto o Borges é foda; Borges é foda demais. Porque ele não só presta homenagem com o tema do conto, mas também com o estilo. Sim! Ele copia o estilo do Lovecraft (pelo menos foi o que me pareceu, pessoas mais experientes em Lovecraft, me corrijam por favor). Aquele estilo cheio de adjetivos, cheio de firulas, que fica o tempo todo dizendo o quanto tudo é terrível. E que faz parecer que no fundo tudo é mais bobo do que realmente é. Eu, que não gostava desse conto, passei a gostar. Não gostava porque não reconhecia nele o Borges que eu gosto. O estilo do Borges, o estilo de lidar com o sobrenatural como se fora natural. Mas ainda está lá o Borges que tem a idéia, e inventa uma estória pra sua idéia. Pra não ser só a idéia. Pra não ser chato, nem bobo. O melhor exemplo disso é O Alef. O Alef, a única idéia ali, é o alef. E pra descrevê-lo ele não gasta mais que algumas folhas. Mas tudo antes e depois da visão do alef é a estória propriamente dita, que é boa e independe da idéia. É como se ele tivesse a idéia e construísse uma casa pra idéia morar. É isso. Borges é foda. Pra quem não conhece e quer conhecer, eu sugiro o Ficções.

segunda-feira, abril 19, 2004

Sonho colorido

Então eu estava numa gincana com mais alguém e a Jutta. E era uma gincana dessas de pegar jipe e ir em lugares e a gente tinha que estar num determinado lugar até determinada hora. Aí uns outros participantes disseram que a gente deveria pegar um certo caminho, porque era melhor e tal. Claro que acreditamos. Afinal, por que eles iriam mentir pra nós? Pois é, mentiram. Foi o maior perrengue, passamos no meio duma selva. Subimos uma pirâmide e tudo. Passamos em areia movediça. E eu achando que não iamos conseguir, porque a Jutta ficava pra trás e já estava cansada. Bom, no final de tudo, conseguimos chegar a tempo no tal lugar. Acho que fomos os últimos a chegar. E quando chegamos eu e a outra pessoa da equipe começamos a procurar os caras que tinham dado o caminho errado pra gente, meio putos. Já a Jutta, simplesmente sentou numa poltrona com o walkman nas orelhas e fazendo palavras cruzadas, nem aí pro mundo. Bom, não lembro se achamos as tais pessoas. Acho que não porque o despertador tocou e eu acordei. Mas o mais legal é que esse sonho foi todo em rosa-choque, verde-bandeira e um azul meio claro, como de céu. Como de uma camiseta que eu vi hoje.

sábado, abril 17, 2004

Atendendo a pedidos

* Apareceu uma pinta no meu braço direito. Perto do pulso. É altinha a pinta. Será que é cancer?

* Mais um preconceito meu vai por terra: descobri que Rolling Stones é bacana. Mais que bacana, é muito bom mesmo. Tem uma música chamada She's a rainbow que é a minha cara. She comes in colors ev'rywhere; She combs her hair; She's like a rainbow. Com a diferença que eu não penteio o cabelo.

* Aliás faz tanto tempo que eu não penteio o cabelo que só recentemente me dei conta que não tenho pente.

* Por falar em conta, as minhas estão funcionando, mas nem era issoq ue eu ia dizer. Ia dizer que ando tão alienada - sem ler jornal nem ver tv - que tava completamente por fora dessa guerra na Rocinha. Será que ainda tá feia a coisa por lá?

* E no assunto preconceitos: um viva pra mim, ontem dancei forró! :oPPP

sábado, abril 03, 2004

Mais um só

Putz, eu sei que isso já é post demais e eu já deiva estar dormindo. (Coisa mais nerdscrota postar às 2:30 na madrugada...) Mas achei um troço muuuito legal. Olha: the creatures in my head. O de hoje é muito legal.

Consegui!

Baixei finalmente a versão do Yo la Tengo. Antes só tava com a do Beat Happening...
The Sandman is bringing me a special gift, a sleep-dream memory of a first kiss. Cast a shadow in my direction. Cast a shadow in my direction...
Cast a shadow over here, we'll make shadow plays, we'll dig shallow graves...

Cast a shadow in my direction

De onde vem isso? Tô com Cast a Shadow na versão Yo la tengo na cabeça direto! Tsc. Pior que nem consigo baixar esse diabo dessa música, só tenho numa fita velha que o Fabio me deu...

sexta-feira, abril 02, 2004

Adultices

Hoje um sujeito me perguntou à sério: "Ih, caraca! Ainda existe turma da Mônica?". Que absurdo! Será que algum dia eu vou ficar assim tão adulta a ponto de não saber o que é Hamtaro e que ainda existe turma da Mônica?